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CitizenLab: a mais nova parceira da HUMANA

CitizenLab: a mais nova parceira da HUMANA

Com o CitizenLab, oferecemos um instrumento de participação social digital em média e larga escala ainda mais potente

A HUMANA acaba de trazer para o Brasil o CitizenLab, uma das mais inovadoras plataformas digitais de participação cidadã do mundo. A ferramenta belga foi fundada em 2015 com a missão de oferecer às cidades e aos governos um espaço de colaboração online para consultar cidadãos sobre temas locais e incluí-los nas tomadas de decisões.

Tendo a participação como base metodológica fundamental em nossos projetos, vimos no CitizenLab uma solução para ampliarmos a escala dos processos participativos, além de torná-los ainda mais acessíveis, amigáveis de de rápida implementação.

Além do uso da plataforma em algumas de nossas ações e projetos, nos quais o CitizenLab fornecerá a ferramenta para que se realizem diversas formas de consultas e construções coletivas que envolvam a colaboração entre poder público, empresas e cidadãos, poderemos oferecer também um pacote de serviços específico, voltado para todo e qualquer processo participativo de interesse público, aliando soluções tecnológicas (Citizenlab) e estratégia de participação (Humana).

Processos participativos ganham em escala e agilidade

Na prática, como as duas instituições irão trabalhar juntas?

“Ao atuarmos em um projeto específico, como a co-construção de políticas públicas ou a elaboração de uma agenda de desenvolvimento local, a HUMANA desenvolverá toda a estratégia para que a prefeitura, ou qualquer outro ente que esteja liderando o processo, possa contar com a participação e o engajamento dos diversos grupos de cidadãos, atores do setor privado, comunidades etc. Já o CitizenLab disponibilizará a ferramenta para que, complementando processos presenciais, se realizem processos remotos previstos na estratégia, com toda facilidade e segurança, nas mais diversas modalidades e técnicas”, explica Bruno Gomes, sócio da HUMANA.

Assim a população ou grupo de interesse terá diversos canais e oportunidade para inserir ideias, posicionamentos e opiniões.

Cada projeto ou serviço será customizado de acordo com o processo e a necessidade de participação. Isso significa que podem ser criadas páginas específicas para todos os públicos: moradores, especialistas, gestores públicos… Tudo dependerá dos objetivos do programa/projeto e das estratégias estabelecidas.

A finalidade, independentemente da ação – agendas de desenvolvimento territorial, processos específicos de prefeituras, governos locais, organizações ou empresas -, é sempre favorecer a mais ampla participação das partes em ações de interesse público, contribuindo para o exercício da cidadania e o fortalecimento da democracia.

CitizenLab no mundo

Os resultados positivos do CitizenLab, considerada uma das principais startups europeias de impacto social, já se espalharam por mais de 200 governos. Por exemplo, em Grand Paris Sud, região ao sul de Paris com pouco mais de 340 mil habitantes, a plataforma entrou em ação para melhorar a participação dos cidadãos na região em três temas: clima, cultura e ciclismo.

em Grand Paris Sud, o CitizenLab entrou em ação para melhorar a participação dos cidadãos na região em três temas: clima, cultura e ciclismo.

Com a colaboração dos moradores, foi estabelecido um plano para os próximos seis anos para reduzir as emissões de gases do efeito estufa e o consumo de energia, além de melhorar a qualidade do ar e o desenvolvimento de energias renováveis. Também com a participação dos cidadãos, que incluíam suas ideias em uma espécie de mapa digital da região, pode-se debater sobre mobilidade e segurança para ciclistas. Mais de 400 habitantes ofereceram sugestões que resultaram em ciclovias e estacionamentos mais seguros para bicicletas.

Resultados como esse incentivaram a HUMANA em apostar na parceria com o CitizenLab. As duas instituições trabalham a favor do engajamento cívico. Ou seja, querem fazer a diferença na vida da comunidade ao desenvolver conhecimento, habilidades, valores e motivação. “Acreditamos que investir em participação garante mais inclusão, diversidade, eficiência e aderência à realidade, além de fortalecer a democracia”, explica Carol Ayres, sócia da HUMANA.

Guia de Bolso da Participação

Guia de Bolso da Participação

Guia de Bolso da Participação
7 dicas fundamentais para construir processos de tomada de decisão eficientes e democráticos

Processos participativos são a essência de como fortalecer a democracia. Seja na sua vida pessoal, com seus familiares e amigos, no seu bairro ou em seu país, estamos sempre tomando decisões. Decidir a partir de um processo de participação garante mais inclusão, visão, inovação e sabedoria à sua escolha.

A HUMANA colocou-se a missão de selecionar entre as “melhores dicas” para a participação, a partir da ideia de um guia de bolso prático para organizações e pessoas entusiastas sobre o tema e sobre a prática da participação.

Quem sabe esse conteúdo possa desdobrar-se em uma série de dicas sobre participação no futuro?! Mas no momento selecionamos #7 dicas fundamentais para conduzir processos participativos para compartilhar com você.

Sem qualquer pretensão de esgotar o tema, o intuito aqui é trazer insigths e referências que possam contribuir sobre a prática, tanto de facilitar, quanto de participar de processos participativos.

Pensamos em seguir a linha das “100 coisas para ver/ler antes de morrer”. Definitivamente há espaço para criar as “100 dicas sobre participação para conhecer antes de morrer”… Neste post, seguem as primeiras #7.

Esperamos que gostem e que faça sentido em sua experiência com a prática de participar 🙂

#1 Singularidade
Cada processo participativo é único. Não há uma “fórmula mágica” para desenhar um processo de diálogo e participação. Quem disser que facilitou mais de um encontro ou fez parte de um processo participativo com resultados idênticos experimentou uma simulação participativa, ou, como se usa em língua inglesa, um “democracy washing”.

#2 Preparação
Os diálogos entre as pessoas podem ser espontâneos, mas no campo da participação há uma estrutura que sustenta e prepara a chegada dos corpos e falas dos participantes, respaldada por metodologias que podem integrar dezenas de referências teóricas. Um excelente processo participativo, com resultados definidos, parte sempre da construção de um desenho de conversa com método.

#3 Escuta sem julgamento
Seja um profissional de facilitação ou um aprendiz, conduzir um processo participativo requer esvaziar as crenças e convicções. Sem este exercício não há como realmente construir uma atividade participativa. Apesar de ser um desafio, a democracia se constrói fortalecendo este estado de consciência e presença, que é sempre individual.

#4 Escolher quem facilita é a chave
O ideal em um processo participativo é contar com um facilitador que atue no campo, mas sabemos que nem sempre tal condição é possível. No caso, há perfis de pessoas que podem ser, mesmo sem treinamento, facilitadores adequados. Escolher entre os participantes alguém sem interesses ocultos ou abertos na agenda a ser discutida é uma importante dica. Assim como, seguir a #3 escutar sem julgamento, todos os pontos de vista.

#5 Construir pactos antes do diálogo começar
Preparar o grupo pactuando valores, princípios e formas de se comportar antes de iniciar os diálogos participativos é crucial. Isto deixa as pessoas mais seguras para colocar seus pontos de vista, sentindo suas demandas acolhidas e com boas chances de estarem na conversa de forma mais transparente e positiva.

#6 Não controlar, conduzir
Caso tenha colocado em prática as dicas #1 a #5 e mesmo assim o grupo decidiu seguir com um outro conteúdo que não o definido pela agenda do encontro, o facilitador do processo não deve tentar controlar ou forçar o processo ou resultados. Adeque a facilitação ao novo interesse do grupo e seja surpreendido pelas decisões que serão tomadas nesta outra perspectiva. Muitas vezes elas vão implicar em uma mudança de comportamento a médio prazo que poderá influenciar a agenda anterior.

#7 Garantir o espaço ideal, offline e on-line
A participação está em todo lugar. As fronteiras do contato humano estão a cada dia mais fluidas e globais, assim, o diálogo movimenta do offline (presencial) ao on-line (à distância). Há vantagens em participar presencialmente, mas também, há vantagens em tomar decisões no espaço digital e virtual. Neste caminho, contar com instrumentos e plataformas digitais adequadas e eficientes para processos participativos é fundamental.

E a HUMANA encontrou o CitizenLab, plataforma digital de democracia e participação cidadã, como parceira nesta jornada rumo a um universo cada vez mais digital.

A plataforma CitizenLab tem sido uma das experiências mais exitosas de participação e aproximação digital entre governos, empresas e cidadãos da atualidade. A HUMANA decidiu apostar na aliança com a organização Belga, trazendo o CitizenLab ao país, como uma forma de contribuir para o cenário político presente – de pandemia à redução das instâncias de diálogo entre poder público e cidadãos.

O CitizenLab somado à arquitetura de participação de expertise da Humana moldam um potente instrumento de participação digital em média e larga escala que é acessível, amigável e de rápida implementação para processos participativos e interação entre poder público, empresas e cidadãos, sejam esses locais ou nacionais.

Estamos animados porque muito em breve lançaremos oficialmente a aliança HUMANA+Citizenlab. Aguardem 🙂

Regina Egger trabalha para a HUMANA coordenando a iniciativa CitizenLab no Brasil. É doutora em história social pela USP e atua no campo da participação há duas décadas, com agendas da sociedade civil para governos, fundações e terceiro setor. Contato: citizenlab@humana.net.br

A importância de silenciar – 100 dias 

A importância de silenciar – 100 dias
 

A importância de silenciar – 100 dias

Muitas coisas aconteceram nesse primeiro semestre de 2020. Intensas e avassaladoras. No Brasil e no mundo. E cada um de nós está vivendo isso tudo, individualmente e coletivamente. É realmente um dos momentos mais complexos da nossa história.

Diante disso, na HUMANA nós optamos, num primeiro momento, por silenciar nossos canais nas redes sociais. Entendendo que silenciar não é se omitir.

O silêncio, em momentos de adversidade, ajuda a entender melhor o que está acontecendo ou, pelo menos, a tomar o tempo necessário para se pensar melhor. Sabemos que boa parte desse contexto é transitória e deve passar. Mas em quais condições seguiremos? Para onde? São muitas perguntas e, no fundo, ainda não há muitos elementos de resposta, nem um contexto minimamente estável ou um horizonte que se vislumbre, para que se possa começar a elaborá-los. No Brasil, às incertezas globais somam-se incertezas tragicamente nacionais.

Assim como a maioria, não temos muitas respostas. Porém, seguimos! Primeiramente seguimos atuando nos projetos em que já estávamos, apesar de um confinamento total, desde o dia 16 de março. Seguimos, mas refletindo e questionando cada ação planejada, buscando soluções pra seguir de forma adequada, sem arriscar as pessoas e os processos com os quais estamos envolvidos.

Nessa quarentena, muita gente está refletindo sobre sua atuação no mundo, sobre seus privilégios e suas falhas, se confrontando aos problemas causados pela desigualdade social e percebendo a importância das políticas públicas na sua vida, principalmente o SUS.

Ficou evidente, mais uma vez, que nosso modelo de desenvolvimento precisa ser aprimorado. Não é possível que ele continue deixando pessoas para trás. Nesse sentido, nós da HUMANA nos sentimos ainda mais encorajados para seguir nosso caminho: que o desenvolvimento traga liberdade, justiça social, autonomia e dignidade para todas e todos, sem exceção.

Mais do que nunca, evidenciou-se a importância de um Estado forte e comprometido com a democracia e com o cidadão, mas também, a importância de territórios e comunidades fortes, que possam encontrar soluções específicas, com características próprias, para seus desafios.

A HUMANA, nesses 100 dias de isolamento social, pôde manter suas equipes em São Paulo e no Pará e seguiu atuando, experimentando novos arranjos e caminhos. Também aproveitamos para desenvolver novos estudos e publicações, que serão lançadas nos próximos meses.

O silêncio é importante. Ele nos ajuda a pensar, a reelaborar nossas vidas e práticas. O silêncio é, também, uma marca de respeito, pelas vidas, pela história, pela grandeza do que nos toca como espécie, nesse momento.
Entretanto, depois do tempo de silenciar vem o tempo da troca, de questionar juntos, de duvidar e pensar coletivamente.

Estávamos com saudades! E estamos de volta!

Abraços a todas e todos e fiquem bem.

(voltamos aqui mas, até segunda ordem, seguimos em casa!!!)

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Xilogravura de Ramon Santos – https://www.instagram.com/ramonsantosxilo/

Firmeza, Paz e Alegria em 2020! 

Firmeza, Paz e Alegria em 2020!
 

Temos comentado aqui na HUMANA que 2019 foi dois anos em um ;-). Um ano de muitas concretizações: escritório novo, parceiros novos, estudos de território, publicações, alianças, novos mecanismos financeiros, muito trabalho de campo e compartilhamento de ideias.
Foi intenso!!! Mas sempre mantivemos nosso propósito: colaborar para que o desenvolvimento seja sustentável e realmente para todxs.

Em um ano que exigiu posicionamentos claros frente às diferentes ameaças àquilo que nos é mais caro, buscamos nos manter firmes e seguir o caminho que nós e outras organizações acreditamos: o de transformar realidades pela sustentabilidade.

Estamos (e temos que estar!!) ali onde moram as contradições de nosso país, de nossa sociedade, de nossa economia. É nessa fronteira que insitimos na ideia da mudança e de que é possível fazer mais e melhor.

Agradecemos a cada um que esteve conosco neste ano, a cada empresa que acreditou no nosso trabalho, a cada parceiro que caminhou junto com a gente.

Desejamos um 2020 de firmeza e paz. E de muita alegria, pois é ela que nos move e que nos fortalece.

Abraços da HUMANA!

Nota sobre a criminalização das ONGs na Amazônia

Nota sobre a criminalização das ONGs na Amazônia

A Humana é uma empresa que trabalha em estreita colaboração com ONGs, associações e outras entidades desenvolvendo formações, programas, projetos, estudos e pesquisas.

Na Amazônia essas organizações cumprem um papel essencial, qualificando ou complementando as ações do Estado com foco na melhoria da qualidade de vida das pessoas e territórios. Também atuam em colaboração com grandes empresas em seus empreendimentos na região, contribuindo para o aprimoramento de suas atuações territoriais, aliando conservação e um desenvolvimento sustentável, mais justo e inclusivo.

A criminalização das ONGs e outras entidades que atuam na região, assim como os métodos de intimidação visando a constranger aqueles que estão engajados em causas de interesse público é algo inaceitável e que deve ser repudiado com veemência por todos nós.

As ações de polícia devem ser executadas dentro do rito legal, com transparência e os devidos esclarecimentos aos envolvidos e à sociedade. Não é isso que estamos vendo nos recentes acontecimentos em Alter do Chão (PA), que sinaliza um novo ataque ao Estado Democrático de Direito.

Nosso papel ao lado de tantas outras organizações brasileiras comprometidas com a democracia é atuar firmemente, sempre nos posicionando e exigindo justiça e transparência nos atos públicos que impactam no futuro de todos.

[CONTRATAMOS] – EMPRESA PARA SERVIÇO TÉCNICO DE SECRETARIADO EM BARCARENA (PA)

[CONTRATAMOS] – EMPRESA PARA SERVIÇO TÉCNICO DE SECRETARIADO EM BARCARENA (PA)

INICIATIVA TERRITÓRIOS, UMA PARCERIA ENTRE ECAM E HUMANA

Desde 2016 a HUMANA e a ECAM vêm atuando na construção de estratégias, modelos e mecanismos de gestão e governança territorial, com foco no desenvolvimento. Fruto desta experiência e da parceria entre um novo modelo empresarial e uma organização do terceiro setor, surgiu a Iniciativa Territórios.

O objetivo da Iniciativa Territórios é construir estratégias para o desenvolvimento territorial que seja inclusivo e centrado nas pessoas; que tenha caráter multidimensional e integrado; que nele seja enfatizado a intersetorialidade e a governança compartilhada. Para isso, apoiar a estruturação de territórios a partir do fortalecimento das capacidades dos atores locais é fundamental.

O modelo propõe que todos os atores de um mesmo território se unam em torno de uma visão de futuro e agenda comuns, construam ou fortaleçam as capacidades necessárias, e implementem ações para o desenvolvimento integrado de curto, médio e longo prazo, gerando autonomia e sustentabilidade.

Nesse contexto, estamos contratando uma empresa com equipe de um profissional de pessoa jurídica especializada na prestação de serviços de secretariado.  O profissional irá atuar em Barcarena (PA) como técnico de secretariado local. Para maiores informações, veja o Termo de Referência.

 

TDR_Técnico em secretariado.docx (1)
[CONTRATAMOS] –  EMPRESA PARA SERVIÇO DE ARTICULAÇÃO E MOBILIZAÇÃO EM CAMPO – BARCARENA (PA)

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INICIATIVA TERRITÓRIOS, UMA PARCERIA ENTRE ECAM E HUMANA

Desde 2016 a HUMANA e a ECAM vêm atuando na construção de estratégias, modelos e mecanismos de gestão e governança territorial, com foco no desenvolvimento. Fruto desta experiência e da parceria entre um novo modelo empresarial e uma organização do terceiro setor, surgiu a Iniciativa Territórios.

O objetivo da Iniciativa Territórios é construir estratégias para o desenvolvimento territorial que seja inclusivo e centrado nas pessoas; que tenha caráter multidimensional e integrado; que nele seja enfatizado a intersetorialidade e a governança compartilhada. Para isso, apoiar a estruturação de territórios a partir do fortalecimento das capacidades dos atores locais é fundamental.

O modelo propõe que todos os atores de um mesmo território se unam em torno de uma visão de futuro e agenda comuns, construam ou fortaleçam as capacidades necessárias, e implementem ações para o desenvolvimento integrado de curto, médio e longo prazo, gerando autonomia e sustentabilidade.

Nesse contexto, estamos contratando uma empresa com equipe de um profissional para atuar na mobilização e fortalecimento de lideranças sociais, associações e cooperativas de base comunitária, sindicatos e grupos e coletivos locais urbanos e rurais; e de espaços coletivos de participação e decisão, como, fóruns, comitês, redes, no município de Barcarena (PA). Para maiores informações, veja o Termo de Referência. 

TDR_Tecnico de Mobilizacao.docx
[CONTRATAMOS] – EMPRESA PARA SERVIÇO DE APOIO EM GESTÃO DE PROJETO NO PARÁ

[CONTRATAMOS] – EMPRESA PARA SERVIÇO DE APOIO EM GESTÃO DE PROJETO NO PARÁ

INICIATIVA TERRITÓRIOS, UMA PARCERIA ENTRE ECAM E HUMANA

Desde 2016 a HUMANA e a ECAM vêm atuando na construção de estratégias, modelos e mecanismos de gestão e governança territorial, com foco no desenvolvimento. Fruto desta experiência e da parceria entre um novo modelo empresarial e uma organização do terceiro setor, surgiu a Iniciativa Territórios.

O objetivo da Iniciativa Territórios é construir estratégias para o desenvolvimento territorial que seja inclusivo e centrado nas pessoas; que tenha caráter multidimensional e integrado; que nele seja enfatizado a intersetorialidade e a governança compartilhada. Para isso, apoiar a estruturação de territórios a partir do fortalecimento das capacidades dos atores locais é fundamental.

O modelo propõe que todos os atores de um mesmo território se unam em torno de uma visão de futuro e agenda comuns, construam ou fortaleçam as capacidades necessárias, e implementem ações para o desenvolvimento integrado de curto, médio e longo prazo, gerando autonomia e sustentabilidade.

Nesse contexto, estamos contratando uma empresa que disponibilize equipe de um profissional para atuar no apoio à gestão em um projeto de desenvolvimento, no município de Barcarena (PA). Para maiores informações, veja o Termo de Referência

TDR_Apoio em Gestão de Projeto .docx
O olhar para Infâncias, Juventudes e Mulheres

O olhar para Infâncias, Juventudes e Mulheres

O olhar para Infâncias, Juventudes e Mulheres
A gente entende que o desenvolvimento de um território acontece, também, a partir do desenvolvimento das pessoas que nele vive. Os nossos Estudos de Territórios, a nossa prática sobre a implementação da Agenda 2030, nossos diagnósticos locais e nossos planos e programas têm focado em pessoas nos seus territórios.A área social e da sustentabilidade são multidimensionais e sabemos da complexidade e das dinâmicas únicas que cada um dos territórios tem. Mas é bastante comum a gente se deparar com desafios sociais e estruturantes de três grupos de indivíduos: as crianças, as juventudes e as mulheres. Por isso, sempre que é possível, damos foco de análise nesses três grupos. Eles, ao mesmo tempo que representam a população local mais vulnerável, também são os que têm maior potencial de serem catalisadores de transformação social.

Resumidamente: se todas as crianças forem inseridas, hoje, em um ciclo de prosperidade duradouro, teremos desenvolvimento. As juventudes, se forem vistas, hoje, como estratégicas para o desenvolvimento do país, impactarão positivamente em toda sociedade, podendo encerrar um ciclo de desigualdades e pobreza. As mulheres, se integradas numa dinâmica propícia à igualdade de gênero, poderão colaborar decisivamente com o desenvolvimento do Brasil.

A seguir estão algumas informações sobre crianças, juventudes e mulheres no Brasil que embasam essa nossa escolha:

– Crianças: Os primeiros 6 anos da criança são decisivos para a construção da inteligência, para a socialização e para o desenvolvimento da afetividade. É nessa etapa da vida que acontece a apropriação de valores que formam a base do desenvolvimento e das capacidades da pessoa por toda a vida. Promover e garantir o cuidado e a educação das crianças é a estratégia comprovadamente mais eficaz de promover o desenvolvimento da pessoa ao longo da vida, de um território, da sociedade e do país. “O cuidado, a educação, a proteção, a atenção à saúde, o brincar, o convívio familiar e comunitário são direitos da criança por serem as condições sem as quais ela não sobrevive, não usufrui a vida, não se realiza na existência, não completa seu projeto de vida.” (Rede Nacional da Primeira Infância)

– Juventudes: essa etapa da vida tem impacto sobre a trajetória futura do indivíduo e da sociedade. É um grupo etário bastante plural e heterogêneo, por isso, atualmente, são denominados “juventudes”. Segundo a PNAD Contínua de 2017, dentre a população jovem brasileira, 23% não estava trabalhando formalmente e nem estudando. Claramente, por desafios complexos como pobreza, falta de oportunidades, entre outros. O impacto do desemprego e da baixa escolaridade para as novas gerações ainda pode trazer muitos desafios para o desenvolvimento do país, como a escassez de profissionais qualificados em diversas áreas, a baixa participação política e cidadã, além da perpetuação das desigualdades e pobreza.

– Mulheres: As mulheres são 51,6% da população brasileira e 43,57% da população economicamente ativa do país (PNAD, 2018). Apesar de possuírem maior escolaridade, tem os menores salários. Dos 55,6% da população extremamente pobre no Brasil, é a mulher sem cônjuge com filho(s) até 14 anos que representam cerca de 40% dos chefes de família no país (IBGE, 2017). No meio rural, embora as mulheres sejam responsáveis por produzir mais da metade de todos os alimentos do mundo apenas 30% são donas formais de suas terras, 10% conseguem ter crédito e 5% recebem assistência técnica pra qualificar sua prática, segundo a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e Agricultura (FAO, 2018). Fica evidente o acúmulo de vulnerabilidades para mulheres, em especial negras e pardas. Não se trata de uma minoria numérica, mas de uma maioria em clara desvantagem.

Há muito a ser feito. Muito mesmo. E destacar realidades territoriais sobre esses três grupos em nossos trabalhos é uma das formas pela qual a HUMANA pode colaborar para que mais pessoas, mais empresas e mais organizações entendam a importância de investir de forma estratégica em ciclos de desenvolvimento inclusivos, justos e duradouros.

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Arte: Tiago Taborda
Dia Global das Ações para a Agenda 2030: 7 dicas da HUMANA para a implementação dos ODS em organizações.

Dia Global das Ações para a Agenda 2030: 7 dicas da HUMANA para a implementação dos ODS em organizações.

As organizações são consideradas atores-chaves no processo de implantação e alcance dos ODS. Segundo a ONU, não somente para implementar a agenda, mas para o desenvolvimento de política públicas integradas, como agentes de mudança e articuladores. Além disso, podem atuar de forma transformadora junto com as comunidades locais e territórios em que estão inseridas. A seguir serão apresentadas 7 dicas da HUMANA para implantação dos ODS em organizações.  

1 Ela é uma agenda integrada

A Agenda 2030 é uma agenda integrada em que os 17 objetivos devem ser vistos como inter-relacionados e não pensados de forma isolada ou separadamente.

2 Devemos ter o olhar sistêmico sobre a agenda

Dependendo da atuação da organização e do território onde ela está inserida, podemos ter mais influência em um ou outro objetivo, mas a característica desta agenda é ela ser integrada, não se esqueça! Não há sustentabilidade possível se a agenda estiver desintegrada. Nunca devemos deixar de olhar a agenda como um todo e como ela pode influenciar positivamente as pessoas, os territórios e as próprias organizações. 

3  Não devemos deixar deixar ninguém para trás

É a oportunidade de desenvolvermos políticas públicas, privadas e organizacionais com olhar sistêmico da sustentabilidade. A agenda deve ser inclusiva e combater às desigualdades. Os ODS não devem somente beneficiar parte da população. 

4  A cultura deve ser encarada como vetor de sustentabilidade

É  a primeira vez que a agenda internacional de desenvolvimento faz referência à cultura de forma transversal, relacionado-a à temas como educação, cidades sustentáveis, segurança alimentar, combate às desigualdades, mudanças climáticas, desenvolvimento econômico, consumo, bem como à promoção de sociedades pacíficas e inclusivas.

5 Os territórios são os espaços de transformação

A Agenda Brasil ODM (2000-2015) obteve bons resultados no âmbito nacional, mas quando o recorte é feito territorialmente, pouco se avançou. Não adianta grandes centros do país avançarem nas metas globais e a maioria dos municípios não. E é importante olhar o território para além do recorte físico de bairros e municípios. É preciso reconhecê-los como sistemas integrados, em que a articulação de diferentes atores no mesmo território é fundamental para transformação que queremos alcançar. Somente a gestão pública não dará conta da agenda, e para isso é preciso fortalecer parcerias intersetoriais. Aliás, essa questão se tornou um ODS específico: o 17. 

6 A articulação Intersetorial é fundamental

Para que a agenda tenha avanços concretos e efetivos, os diversos atores do território devem estar juntos na construção de caminhos comuns. A criação de espaços de diálogos horizontais e a facilitação de processos são ferramentas importantes para favorecer que pessoas e organizações construam soluções conjuntas. 

7 Mas, é alinhamento ou estratégia?

Buscamos não somente alinhar os ODS à atuação das organizações, mas sim usar a agenda como estratégia sistêmica e complexa da organização, ou seja, para além da comunicação interna e externa. O objetivo é transformar pela sustentabilidade de fato. A agenda 2030 pode ter valor real para as organizações e para os territórios onde atuam e para as pessoas que estão envolvidas direta ou indiretamente com este processo. 

 

Conheça nossos programas: Território ODS – Agenda 2030 para territórios e Valor ODS – Agenda 2030 para organizações.

 

Nota sobre a Amazônia

Nota sobre a Amazônia

Políticas públicas ambientais são fundamentais para um país cultural, social e economicamente desenvolvido, respeitoso ao meio ambiente e razoável quanto à boa utilização de seus recursos naturais. Também é um direito previsto na Constituição Federal Brasileira.

O que tem acontecido na Amazônia e o posicionamento irresponsável do governo federal, evidenciado pelas declarações desastrosas do presidente da República, geram problemas multidimensionais, que afetam diretamente o desenvolvimento do país e o bem estar dos povos. A questão ambiental é uma questão social, econômica, ética e, sobretudo, política.

A HUMANA atua na Amazônia com base no diálogo. Nesse lugar onde iniciativas públicas e privadas interagem com legítimas e necessárias expressões da sociedade civil, num caminho propositivo, apoiando a construção de estratégias para o fortalecimento de capacidades locais e geração de autonomia.

Acreditamos que nessa autonomia e construção de capacidades reside o caminho para a construção de novas soluções.

A consolidação de políticas públicas, o enfrentamento imediato à essa situação emergencial e, no longo prazo, o diálogo permanente entre setores (público, privado e sociedade civil organizada) são os elementos necessários para a construção de um modelo de desenvolvimento para o Brasil, compatíveis com sua natureza e com seu povo.

Estamos atentos e atuantes nessa construção de um caminho mais justo e digno para todos.

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Foto: CC – Agência Amazônia Real

Segurança Humana: um conceito multidimensional

Segurança Humana: um conceito multidimensional

Há estudos que sinalizam que para a maioria das pessoas o sentimento de insegurança se focaliza mais às preocupações da vida cotidiana que ao medo de uma guerra no mundo. Isso faz todo o sentido se reconhecermos os diferentes níveis de realidade e fixarmos o olhar na experiência de cada indivíduo. Há nela, uma verdade humana intrínseca.

Nasceu daí o conceito de Segurança Humana, apresentado pela primeira vez em 1994, no informe do Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento  (PNUD) intitulado “Nuevas Dimensiones de la Seguridad Humana”, que cunhou o conceito transdisciplinar e amplia as bases do que conhecemos como Desenvolvimento Humano, Segurança e Direitos Humanos. 

O principal objetivo da Segurança Humana é o de proteger e garantir três liberdades essenciais para os indivíduos e as comunidades: a liberdade de viver sem temor, a liberdade de viver sem carência e a liberdade para viver com dignidade. Ou seja, assegurar que o indivíduo prospere.

Seu  principal paradigma é o desenvolvimento humano e por essa razão é centrado nas pessoas e não nos governos. Ele busca promover a proteção dos direitos humanos e reconhece que a violência é intrínseca à privação dos direitos e necessidades básicas do indivíduos, o que também gera o sentimento de insegurança e medo.  

Com base nisso, foram então estabelecidas 7 dimensões que, juntas, compõem o conceito de Segurança Humana e suas preocupações centrais: econômica, alimentar, da saúde, do meio ambiente, pessoal, comunitária e política. 

O conceito é entendido como “indivisível” já que as seguranças que afetam a uma das dimensões afetarão também ao conjunto delas. Ele propõe a incorporação cotidiana dos direitos humanos, do bom governo, do acesso aos serviços básicos. Essencialmente, de assegurar que cada indivíduo tenha oportunidades e a capacidade de autonomia necessária para o cumprimento de todo seu potencial. 

Um grande desafio, não? Talvez seja por essa razão que pouco se avançou na construção desse conceito e na sua aplicação prática ao longo desses quase de 25 anos.

Os principais documentos teóricos  sobre o tema foram publicados ao longo desses 20 anos pela própria ONU, como: La seguridad humana ahora (2003), La seguridad humana para todos (2006) y Teoria y practica de la seguridad humana (2009). São poucas as referências políticas e diretrizes para a construção e implementação de políticas públicas sobre o tema até hoje. Há dificuldade em decupar o amplo conceito em diretrizes práticas multisetoriais e transdisciplinares como o tema sugere. 

Por essa razão, os principais estudos de casos sobre Segurança Humana se volta à abordagens tradicionais e setoriais, como na área que a princípio parece a que tem maior relação direta: Segurança, que aborda estudos de caso relacionando o conceito à segurança nacional ou à violência, tecendo pouco ou nada com as demais dimensões propostas pela abordagem transdisciplinar. 

A área da Saúde tem investido, desde 2010, na pesquisa conceitual e busca de boas práticas em Segurança Humana, prioritariamente, por meio da Organização Panamericana de Saúde – OPAS. Por se tratar de um tema multidimensional em sua essência, os estudos da Saúde que estão sendo realizados até agora são os contemplam mais satisfatoriamente as demais áreas. Impactos na promoção da saúde dos indivíduos e coletividades estão diretamente relacionadas aos temas ambientais, sociais, econômicos, alimentares, comunitários e políticos. O desafio é clarificar quais implicações tem o conceito para a prática da saúde pública e, assim, gerar elementos para a construção de políticas e projetos em Segurança Humana nos mais diversos contextos.

Já se sabe que uma Boa Prática em Segurança Humana deve contemplar a equação fundamental e ação dual na qual o Estado atua na proteção social ao mesmo tempo que a população toma para si as decisões de sua própria vida por meio do desenvolvimento de capacidades individuais e coletivas. Ou seja, o Estado oferece condições para que as pessoas tenham autonomia por meio de políticas públicas efetivas e estruturantes. Mas como integrar a autonomia e a proteção? Como assegurar que o equilíbrio entre a autonomia e proteção e seja dinâmico e adequado ao contexto local? Qual o papel e a responsabilidades das empresas nesse processo? As questões ainda são muitas.

Você conhece alguma iniciativa que esteja alinhada com este conceito? Conta pra gente. 🙂